Guia da Glicose → Tudo Sobre Glicose Alta e Baixa (Funciona!)

Olá, aqui é Dr Rocha e o assunto hoje é a glicose! Nesse nosso bate papo você vai entender tudo sobre esse importante tema, repleto de dúvidas e mitos.

Vou explicar com detalhes o que é a glicose, sua importância, a relação entre glicose e insulina, o que leva ao diabetes (tipo 1 e 2), sintomas de glicose alta e glicose baixa (as famosas hiperglicemia e hipoglicemia) e como se alimentar para tratar a hiperglicemia.

Introdução

Guia da Glicose!A glicose é um assunto de extrema importância, tanto para profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, nutricionistas, educadores físicos, etc), quanto para as pessoas em geral. Eu digo isso porque quando o assunto é glicose, estamos cercados de mitos e dúvidas diversas que surgem pela desinformação dos próprios profissionais de saúde, da imensa maioria deles (quase a totalidade).

Entender a glicose é definitivamente a chave para compreender porque você engorda, porque você desenvolve diabetes (tipo 2 e em alguns casos até tipo 1) e porque você desenvolve resistência à insulina, uma condição pouco falada e que é a base da obesidade, da diabetes, hipertensão e aumento de triglicerídeos. O conjunto de todas essas doenças é chamado de síndrome metabólica.

Antes de continuar, quero adiantar para você que tem Diabetes, seja ela tipo 1, tipo 2 ou até mesmo pré-diabetes, que é possível controlar os níveis de glicose no sangue adotando uma ALIMENTAÇÃO INTELIGENTE. Dessa forma, você poderá reduzir a medicação e consequentemente os efeitos colaterais.

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O que é a Glicose

Em primeiro lugar vamos entender o que é a glicose e sua importância para as células do corpo. A glicose é um tipo de carboidrato, um dos três principais macronutrientes usados pelo nosso corpo (os outros dois são as proteínas e as gorduras).

A glicose é uma fonte de combustível das células do nosso corpo, oferecendo energia para cada tecido e cada órgão. Ela é importante, mas sua importância ao longo das últimas 4 décadas foi superestimada ou seja, foi tão enfatizada que isso gerou uma epidemia de obesidade e diabetes tipo 2 sem precedentes na história da humanidade a partir do final da década de 70.

O excesso de glicose da má alimentação atual gera com o tempo um quadro persistente de hiperglicemia ou seja, de glicose alta no sangue. No começo o corpo consegue manter o nível de glicose normal no sangue, graças a produção contínua de insulina. Mas com o tempo o pâncreas que é o órgão que produz insulina (veremos com mais detalhes isso um pouco adiante) vai ficando comprometido de tanto produzir insulina e a diabetes surge, podendo aparecer também a obesidade e outros problemas.

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Como é Feito o Exame de Glicose

A medida dos níveis de glicose no sangue pode ser feita a partir de alguns exames laboratoriais. A glicemia de jejum, a hemoglobina glicosilada (ou glicada) e glicemia pós-prandial são juntos os exames mais importantes para saber como estão os níveis de glicose no sangue.

Se a glicose está alta, normal ou baixa (hipoglicemia). Se há diabetes ou pré-diabetes (intolerância à glicose). Outro exame importante é a glicemia capilar, que pode ser feita em casa com um aparelho chamado glicosímetro. Mas ele não serve para diagnosticar a doença (diabetes). O glicosímetro ajuda no acompanhamento da doença e pode sugerir o diagnóstico que deve ser confirmado pela glicemia de jejum feita por 2 vezes seguidas. A glicemia de jejum deve ser feita pela manhã e como o nome diz em jejum ou seja, sem ter comido nada na madrugada e na manhã do exame.

O sangue é colhido no laboratório e esses são os valores de referência adotados no Brasil pela Sociedade Brasileira de Diabetes:

  • Glicemia Normal: Até 99 mg/dl.
  • Glicemia Alterada (Pré-Diabetes): De 110 a 126 mg/dl.
  • Diabetes: Acima de 126 mg/dl.

Lembrando que de acordo com esses critérios o diagnóstico de diabetes só é confirmado pela glicemia de jejum se for repetido e der acima de 126 mg/dl. Em outro artigo eu falarei sobre a hemoglobina glicada (ou glicosilada) e sobre a glicemia pós-prandial.

Qual é a Ação da Insulina

Qual é a Ação da Insulina?A insulina é um hormônio produzido por um órgão muito importante do nosso corpo chamado pâncreas. Mas o pâncreas também produz outros hormônios importantes como o glucagon por exemplo. As células beta do pâncreas produzem insulina e ela tem um papel fundamental no nosso corpo: colocar a glicose dentro das células de todo o nosso corpo. Mas porque você pode me perguntar? Porque a glicose quando em valores elevados é tóxica para o nosso corpo.

Ela começa a destruir as células, tecidos e órgãos do nosso organismo se estiver elevada. A alimentação atual à base de trigo, açúcar, cereais integrais, alimentos lights e outros alimentos industriais, possuem alta quantidade de açúcar, de glicose. Isso faz com que seu corpo produza grandes quantidades de insulina para colocar esse excesso de glicose para dentro das células.

Ela começa a destruir as células, tecidos e órgãos do nosso organismo se estiver elevada. A alimentação atual à base de trigo, açucar, cereais integrais, alimentos lights e outros alimentos industriais, possuem alta quantidade de açucar, de glicose. Isso faz com que seu corpo produza grandes quantidades de insulina para colocar esse excesso de glicose para dentro das células.

Com o tempo, as células vão se tornando resistentes e não conseguem mais absorver essa glicose. Começa então a surgir o que chamamos de resistência à insulina, que é a incapacidade da insulina colocar a glicose dentro das células do seu corpo.

É por isso que é extremamente importante adotar a alimentação inteligente, principalmente quem já é diabético. Com ela o corpo não sofrerá tanto os efeitos que essa doença causa.

 

O resultado disso é que a hiperglicemia, a famosa glicose alta no sangue, que gera diabetes, ganho de peso (obesidade) e em muitos casos até pressão alta e triglicerídeos elevados (um tipo de gordura inflamatória perigosa produzido no fígado). Essa é a causa principal da diabetes tipo 2: a resistência à insulina causada principalmente por uma péssima alimentação dos dias atuais.

A insulina elevada o tempo todo por uma má alimentação gera diabetes e obesidade ou sobrepeso, gerando acúmulo de gordura na barriga e no fígado (fígado gorduroso). Isso é muito ruim para a saúde e aumenta muito as chances de desenvolver um infarto, trombose ou derrame cerebral.

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Sintomas da Glicose Alta

Já escrevi com detalhes em outro artigo sobre os sintomas da glicose alta (link do artigo). Os principais sintomas são: sede excessiva, fome excessiva, urinar muito, cansaço excessivo (fadiga) e em diabéticos tipo 1 uma perda rápida de peso e hálito com odor característico.

No caso de quem é diabético tipo 2 que é o mais comum na maioria das vezes, você tem ganho de peso com sobrepeso ou obesidade e pode não haver sintomas. Nesses casos o paciente descobre que está com diabetes quando faz um exame de rotina.

Como Se Alimentar Para Tratar a Hiperglicemia

Alimentação Saudável!Um dos grandes problemas do tratamento atual dos diabéticos é a desinformação dos profissionais de saúde (médicos, nutricionistas, dentre outros). Eles insistem em recomendar uma alimentação rica em carboidratos, apesar de ser óbvio que isso piore a saúde de quem é diabético.

Afinal se o problema do diabético (seja tipo 1 ou tipo 2) é não conseguir lidar com a glicose, porque adotar uma alimentação rica em carboidratos refinados ou integrais (trigo, açúcar, cereais diversos, alimentos lights)?

Isso acaba gerando a necessidade de tomar altas dosagens de medicação e piora a saúde dos pacientes, levando a diversas complicações terríveis e evitáveis: cegueira, amputações, impotência sexual, insuficiência renal, tromboses, infartos, derrames e outras…

 

Adotar uma alimentação pobre em carboidratos é fundamental para a saúde de quem é diabético. Substituir os carboidratos refinados e integrais (trigo, açúcar, massas, granola, etc) por carboidratos fibrosos (hortaliças) e gorduras saudáveis (ovos, óleo de coco, dentre outras) e proteínas de alto valor biológico (carnes, peixes, etc) é também outro aspecto importante a ser adotado e a boa ciência, ou seja, estudos de elevado nível de evidência científica das maiores universidades do mundo (como a Universidade de